Pernambuco perdeu, neste sábado (4), uma das mais respeitadas lideranças de sua história política. Morreu, aos 67 anos, o deputado estadual Waldemar Borges (PSB), após enfrentar um câncer. A informação foi confirmada pela família por meio de nota oficial.
Reconhecido pelo perfil conciliador, pela firmeza de posições e pela capacidade de diálogo, Waldemar construiu uma trajetória de quase quatro décadas dedicadas à vida pública. Foram 32 anos de mandatos eletivos, marcados pela atuação em defesa de políticas públicas e pelo compromisso com Pernambuco.
Antes de chegar à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), foi vereador do Recife por quatro mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal entre 2003 e 2004. Também exerceu funções estratégicas nos governos de Miguel Arraes, Eduardo Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara, consolidando-se como um dos principais articuladores políticos do PSB no Estado. Na atual legislatura, presidia a Comissão de Administração Pública da Alepe.
Em nota, a família destacou que Waldemar Borges foi “uma das figuras mais íntegras, coerentes e dedicadas da história política recente de Pernambuco”, ressaltando que sua trajetória foi marcada pela correção, compromisso social e uma extraordinária capacidade de diálogo. A mensagem foi assinada pela esposa, a ministra Luciana Santos, e pelos filhos Walzinho, Mariana e Luana.
A morte do parlamentar provocou grande comoção entre autoridades, lideranças políticas e representantes da sociedade civil, que passaram a prestar homenagens e reconhecer o legado deixado por um político conhecido pela ética, serenidade e dedicação à vida pública. Em reconhecimento à sua trajetória, a governadora Raquel Lyra decretou luto oficial de três dias em Pernambuco.
Com a partida de Waldemar Borges, Pernambuco se despede de uma liderança que marcou gerações e deixa um legado de diálogo, responsabilidade pública e compromisso com o desenvolvimento do Estado. Sua atuação permanecerá como referência na história política pernambucana.