A Justiça Federal em Pernambuco voltou a suspender o edital da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que criava uma turma específica do curso de Medicina no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), em Caruaru, destinada a beneficiários do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA).
A nova decisão, proferida pela 9ª Vara Federal, confirma os argumentos que o vereador Tadeu Calheiros (MDB) vem defendendo desde o início da discussão: a necessidade de transparência, equilíbrio e isonomia no processo de ingresso à Medicina.
“Na semana passada, tivemos uma liminar suspendendo o edital que havia sido cassada pelo TRF-5. Agora, mais uma decisão judicial reforça o que estamos dizendo desde o começo: esse processo seletivo fere a igualdade de oportunidades, abre espaço para favorecimentos e precisa ser revisto”, destacou Calheiros.
Embora a nova ação tenha sido proposta pelo vereador Thiago Medina (PL), Tadeu Calheiros vem atuando de forma articulada com outros parlamentares, professores, entidades médicas e a Frente Parlamentar da Medicina, em uma mobilização nacional pela integridade dos processos seletivos na área.
“Estamos somando forças no Legislativo, com o Senado e com as entidades médicas, para impedir que o discurso de inclusão seja usado como justificativa para montar turmas com critérios políticos e subjetivos. Inclusão é importante, mas precisa ser feita com justiça e mérito”, reforçou o parlamentar.
Com a nova liminar, o edital volta a ser suspenso até decisão final. Para Calheiros, o resultado mostra que a mobilização está surtindo efeito:
“Essa decisão reforça que estamos no caminho certo. Seguiremos vigilantes até que o processo seja definitivamente anulado e prevaleça o respeito às regras justas, à transparência e à qualidade da formação médica”, concluiu.