Não foi por acaso que coube a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, conduzir o presidente Lula até o palco da convenção nacional do PDT e discursar em nome da bancada de pré-candidatas do partido. Na fala mais comentada da noite, a pernambucana resumiu em uma frase o que a legenda vem mostrando institucionalmente há meses: “Marília é Lula e Lula é Marília.”
Não é uma força de expressão. É a tradução de um mesmo pensamento político, a defesa da democracia, o resgate da memória do golpe contra Dilma Rousseff, o enfrentamento ao bolsonarismo repetidos, quase palavra por palavra, pelos dois em momentos distintos da noite.
Quando Lula subiu ao palco, minutos depois, e reafirmou o compromisso de impedir “mais um arranhão” à democracia como o de 2016, bastidores da convenção já comentavam: o presidente estava, na prática, validando o discurso que Marília fizera minutos antes. Em Brasília, ficou selado o que em Pernambuco já era percebido: a pré-candidata ao Senado carrega hoje o aval mais valioso do jogo político nacional.