A prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, na madrugada deste sábado (3), provocou uma onda de reações dentro e fora da Venezuela. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas comemorando nas ruas, com aplausos e gritos de alegria, em celebração à notícia da captura do líder, detido, segundo os Estados Unidos, em uma operação militar conduzida durante a madrugada.
Portais internacionais de notícias relatam que parte da população venezuelana e da comunidade exilada no exterior recebeu a notícia com alívio e esperança, enquanto o país vive momentos de tensão e incerteza. Moradores de Caracas relatam medo, interrupções no fornecimento de energia e apreensão com o futuro após os bombardeios norte-americanos.
A reação internacional foi dividida: países como China, Rússia, México e Brasil condenaram a operação, classificando-a como uma violação da soberania venezuelana, enquanto o presidente argentino Javier Milei celebrou a prisão como um passo em direção à liberdade.
Reação da direita brasileira
No Brasil, figuras e apoiadores da direita utilizaram as redes sociais para comemorar a prisão de Maduro, vista como símbolo da queda de um regime autoritário.
Parlamentares e influenciadores conservadores elogiaram a ação norte-americana e criticaram a posição do governo brasileiro, que condenou o ataque.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) escreveu: “Caiu o ditador! Maduro preso. Um dia a liberdade chega também para os nossos vizinhos.” Já o senador Flávio Bolsonaro afirmou que o episódio “mostra o fim de uma era de ditaduras amigas da esquerda latino-americana”.
Outros nomes ligados ao bolsonarismo, como Gustavo Gayer, também celebraram o ocorrido e compararam Maduro a líderes de esquerda na América Latina.